Princípios

No meu atendimento busco sempre acolher de modo empático as queixas e os objetivos do cliente, visando maximizar a qualidade de vida. 

Meu objetivo é elaborar o diagnóstico em conjunto com o paciente, explicando o passo a passo do processo e engajando o paciente a entender seus sintomas. 

Após estabelecido o diagnóstico, o tratamento é feito igualmente de forma colaborativa, sendo todas as opções terapêuticas discutidas de acordo com o perfil de eficácia para o transtorno. Para os tratamentos farmacológicos, dou preferência em evitar efeitos colaterais que possam ser indesejáveis no curto e longo prazo, piorando a qualidade de vida do cliente. 

Desta forma, sou contra o paternalismo - onde o médico de forma unilateral chega ao diagnóstico e decide pelo paciente a conduta que acha melhor para este. Acredito que o paciente deve estar ciente do que se passa com ele e deve ter todas as informações pertinentes para decidir seu tratamento, em conjunto com o médico. Esta decisão leva em conta não só a eficácia, mas também a tolerabilidade, o custo-benefício, e os objetivos do cliente, buscando personalizar ao máximo o atendimento para a necessidade de cada indivíduo. 

Creio firmemente que empoderar o cliente com o máximo de informações possíveis é benéfico para (1) que se entenda melhor o que o cliente está passando (2) adquirir mais confiança na necessidade de tratamento e no que esperar destes e (3) aliviar dúvidas, anseios e ansiedades relacionadas ao transtorno mental.

Sou contra a medicalização excessiva - embora muitos transtornos necessitem de uso de medicação, inclusive de forma contínua, busco sempre explorar opções de tratamento, como terapias, que possam ser alternativas para evitar o uso de medicações ou que ajudem a reduzir a dose ou o tempo de utilização da medicação. Intervenções psicoterapêutica, sociais, de mudança de estilo de vida, e outras, surgem como tratamentos alternativos e/ou complementares. 

Em suma, acredito que a consulta psiquiátrica deve ser uma "via de mão dupla", baseada no acolhimento das queixas, no respeito aos objetivos do cliente, e na construção colaborativa do diagnóstico e da terapêutica, da forma mais personalizada possível. 

Posicionamento

Acredito que o atendimento psiquiátrico deva ser livre de juízos de valor, de preceitos morais ou religiosos, e principalmente de preconceitos, motivo pelo qual me posiciono abertamente contra o racismo, a homofobia, o preconceito de gênero/sexismo, e qualquer outro tipo de preconceito.

Acredito que a ciência deva ser respeitada, e o negacionismo combatido, e que a vida e a saúde mental devem ser sempre prioridades. Por este motivo, sou a favor da vacina contra o COVID-19. 

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